Páginas

Translate

Mostrando postagens com marcador norma. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador norma. Mostrar todas as postagens

21 de fev. de 2016

bilhete só de ida


O mundo corporativo nos obriga a comprar e comprar, quem não participa vai sendo posto de escanteio. Já não se consegue mais ativar um Cartão de Crédito pelo telefone fixo, nossa voz é suspeita de fraude, o número do telefone fixo pode ter sido garfado, e para o banco eu posso não ser eu. 


Preencher um formulário de identificação pela net, pode só funcionar se tivermos um Celular para receber um SMS e dar continuidade na operação.


Na Idade Média, para se entrar num feudo, primeiro vinha sozinho o identificador para que pudessem abaixar a ponte elevada para os demais. Os Condomínios atuais substituíram as pontes elevadiças por clausuras vigiadas por porteiros e câmaras, até que nos identifiquem, mas estas, já se mostram falhas e estão sendo substituídas por sistemas de identificação à distância, sem porteiros.


Automóveis estão sendo testados sem motoristas, há estudos para que aviões possam fazer vôos intercontinentais sem pilotos, e em certas regiões drones já fazem entregas.


O que é o homem, esse que caminha pra não sair do lugar (sic), cuja identificação eletrônica é mais aceitável que sua presença fisica?


Esse bípede falante, que aceita viver cercado de Regras que julga inteligentes, inventadas pela ganância sem limites de filósofos do tecnicismo,  tecnocratas que comandam corporações, políticos que dirigem países -, possivelmente nem perceba que estão excluindo o humano do ser ‘humano’, e  tudo indica que nesse trem só há bilhetes “one way”.

9 de fev. de 2014

Norma dos anjos

Idi Amim Dada ainda falava com crocodilos, Stalin já não era mais matéria (sic) e Brejnev fazia incursões pouco disfarçadas em alguns países da América Latina. No espaço travava-se a guerra das estrelas, e aqui na Terra, caçavam-se bruxas…Mas quem foi Norma? Mulher, homem, bicho, anjo?Ela veio à luz pela paúra! Nasceu de uma reunião de doidos em 1967, e deformada pelos preconceitos nem aos dezoito chegou. Feia, má, mas coitada nunca foi, e teve um poder incomensurável.Alma não tinha, e na primeira infância foi severa e cruel – perseguiu e humilhou os que pensavam diferente dela. Já na adolescência perdeu a gana, e doente já não assustava tanto.Não chegou a fase adulta. Desgastada com as mudanças não viu mais sentido em muita coisa, e lentamente se afastou sem deixar saudades, talvez tenha deixado a uma minoria.Mas como ninguém é só mau ou bom na sua totalidade, Norma teve seus méritos também - muito séria no que fazia, apesar do discurso burocrático, preconceituoso e chato, tinha seu quê maternal – odiava os que comiam criancinhas, e a estes não perdoou: surrou-os e os manteve de castigo por longa data.Mas seu maior mérito não foi pela insensatez, puxões de orelha ou confinamentos, que impôs aos que não a agradavam, mas por algum surpreendente ensinamento que recebeu seus desafetos. È fato que alguns morreram, mas também é que a maioria saiu tão sabida, que o mundo se admirou. E ainda que não tenha sido seu objetivo, não houve similar em época ou lugar algum. Das suas escolhas, que teve de tudo - ideólogos, religiosos, estúpidos - nas décadas seguintes estes se sobressaíram ocupando importantes vagas no Parlamento e no Executivo.Quase ninguém ouviu falar em Norma, e ninguém jamais a viu, nem poderia. Norma foi uma sigla, uma máscara, um disfarce de uma sociedade secreta, só uma senha de acesso dos seus criadores.