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21 de fev. de 2016

bilhete só de ida


O mundo corporativo nos obriga a comprar e comprar, quem não participa vai sendo posto de escanteio. Já não se consegue mais ativar um Cartão de Crédito pelo telefone fixo, nossa voz é suspeita de fraude, o número do telefone fixo pode ter sido garfado, e para o banco eu posso não ser eu. 


Preencher um formulário de identificação pela net, pode só funcionar se tivermos um Celular para receber um SMS e dar continuidade na operação.


Na Idade Média, para se entrar num feudo, primeiro vinha sozinho o identificador para que pudessem abaixar a ponte elevada para os demais. Os Condomínios atuais substituíram as pontes elevadiças por clausuras vigiadas por porteiros e câmaras, até que nos identifiquem, mas estas, já se mostram falhas e estão sendo substituídas por sistemas de identificação à distância, sem porteiros.


Automóveis estão sendo testados sem motoristas, há estudos para que aviões possam fazer vôos intercontinentais sem pilotos, e em certas regiões drones já fazem entregas.


O que é o homem, esse que caminha pra não sair do lugar (sic), cuja identificação eletrônica é mais aceitável que sua presença fisica?


Esse bípede falante, que aceita viver cercado de Regras que julga inteligentes, inventadas pela ganância sem limites de filósofos do tecnicismo,  tecnocratas que comandam corporações, políticos que dirigem países -, possivelmente nem perceba que estão excluindo o humano do ser ‘humano’, e  tudo indica que nesse trem só há bilhetes “one way”.

9 de nov. de 2015

'VIRTUOSES' E 'GÊNIOS'

Virtuoses’ e Gênios.

O mundo civilizado, que presta alguma atenção à arte, se encanta com os ‘virtuoses’ – esses que chegam a quase perfeição no que escolheram como forma de enganar o tempo (ou foram escolhidos), que além do presente divino, ou genético, chamado talento, têm a incomum força de vontade até o sacrifício, centrados que são nos estudos e objetivos.

E quando se pensa em ‘virtuosidade’ é comum a conexão com musicistas, mas também existe na literatura, ballet, pintura e escultura, porque por melhor que sejam, nenhum expoente economista, publicitário, arquiteto etc, se enquadra no termo, que não se aplica a outras áreas do conhecimento, nem a arte aplicada.

A maioria dos ‘virtuoses’ se dão bem no mundo real, que aprecia suas técnicas e sensibilidades, e retribui lotando teatros, comprando seus livros ou pinturas, cujo valor de troca é efetivo. Claro que podem também ter alguma genialidade, mas ainda que quebrem protocolos em certas ocasiões, não são ‘gênios’.

Não estão à frente do seu tempo como os ‘gênios’, que por romperem com estruturas conhecidas e pré-estabelecidas são mal compreendidos, quando não mal vistos, chamados de loucos ou rejeitados,  e seus valores de troca são compatíveis com essa distância entre o que fazem e o que deles se entende, isso desde que a palavra existe. Podem ser admirados, mas não existe ‘gênio’ bem de vida no sentido monetário.

Quando são músicos ou musicistas, ‘gênios’ não elegem um único instrumento; se escrevem, não só escrevem. O mesmo se aplica aos que pintam ou esculpem – e todos têm em comum além do conhecimento, uma certa falta material e uma dose de loucura pela busca incessante não pela perfeição, mas pelo desconhecido.

Na música houve e há muitos ‘virtuoses’, mas quantos Beethovens? (Hermetos?) Na literatura, poética filosófica, quantos F.Pessoa ou Nietzsche? Nas artes plásticas há muitos ‘virtuoses’, poucos como Miquelângelo, Rembrant, Canova, mas nenhum como Van Gogh, Da Vinci ou Claudel. E ainda que não se adapte bem o termo, incluiria no cinema os ‘virtuoses’ Tarkovski, Kurosawa, Bergman, Truffault, e mais uns tantos, mas nenhum como Fellini ou Wells.

Haverá quem não concorde sobre o que penso e sobre os citados e não citados, não é aritmética, apenas uma reflexão sobre a diferença que normalmente não se faz entre a sensibilidade aliada à técnica esmerada e os que têm nas estrelas a inspiração. 

24 de mai. de 2014

CIDADE DE SÃO PAULO

Me perguntam se achava possível uma solução para o caos da movimentação urbana da cidade de São Paulo.
1. Todas as grandes cidades têm trânsito nos horários de pico, algumas até mais que S.Paulo, mas nenhuma é pior que aqui fora destes picos.
2. Investiram dinheiro nos estádios para a Copa, mas a parte que se referia à movimentação urbana, segundo li, só tem 11% executado (e esta é uma das principais reivindicações nos movimentos de junho/2013)
3. Faz-se novas avenidas, túneis e viadutos, que logo depois da inauguração se mostram congestionados como tudo (caso do Rodoanel).
4. Pessoas com alguma deficiência só arriscando a vida para utilizarem o metrô nos horários de pico, que também se apresenta além da capacidade.
5. Bairros mais centrais com infra-estrutura urbana fazem parte das tendências públicas para que se aglomerem mais, tentando evitar a dispersão e ocupação populacional nas regiões não atendidas pelos equipamentos urbanos (como se os atuais sistemas de redes de água e esgoto fossem de dimensões ilimitadas!)
6. Corredores de ônibus com horários têm causado grande confusão, e não demonstrou, exceto nos primeiros dias, a eficiência esperada.
7. Na década de 50 o país era 90% rural e 10% urrbano. Hoje é exatamente o inverso. Entre muitas razões, a principal é não haver políticas públicas que mantenha o homem no campo (esforço que tem feito muitos países subsidiando a pequena agricultura, motivo de crítica, por exemplo do ex presidente Lula, que tais medidas penalizavam os países em desenvolvimento - leia-se aqui que atrapalhavam nossas exportações) .
8. Convidado por vários partidos para ser candidato à prefeitura de SP, o urbanista e ex prefeito de Coritiba, Jaime Lerner (que resolveu grande parte do trânsito de N.Y., entre outras interferências bem sucedidas) jamais aceitou.
9. Tudo que se faz e se continua fazendo na área de movimentação urbana em SP tem se demonstrado inútil (ontem, 23/05/2014, a cidade registrou o maior trânsito da sua história, e não foi véspera de feriado, apenas uma chuvinha à toa)
10. A meu ver, como pensava o ex prefeito Figueiredo Ferraz, a única solução para um futuro melhor é a cidade parar de crescer! Foi quando me perguntaram se via uma solução. Esta é a solução, e o Estado tem como fazer isso com gente que pensa grande, com políticas corajosas e adequadas, exatamente o inverso do que vem fazendo há anos.

9 de fev. de 2014

Norma dos anjos

Idi Amim Dada ainda falava com crocodilos, Stalin já não era mais matéria (sic) e Brejnev fazia incursões pouco disfarçadas em alguns países da América Latina. No espaço travava-se a guerra das estrelas, e aqui na Terra, caçavam-se bruxas…Mas quem foi Norma? Mulher, homem, bicho, anjo?Ela veio à luz pela paúra! Nasceu de uma reunião de doidos em 1967, e deformada pelos preconceitos nem aos dezoito chegou. Feia, má, mas coitada nunca foi, e teve um poder incomensurável.Alma não tinha, e na primeira infância foi severa e cruel – perseguiu e humilhou os que pensavam diferente dela. Já na adolescência perdeu a gana, e doente já não assustava tanto.Não chegou a fase adulta. Desgastada com as mudanças não viu mais sentido em muita coisa, e lentamente se afastou sem deixar saudades, talvez tenha deixado a uma minoria.Mas como ninguém é só mau ou bom na sua totalidade, Norma teve seus méritos também - muito séria no que fazia, apesar do discurso burocrático, preconceituoso e chato, tinha seu quê maternal – odiava os que comiam criancinhas, e a estes não perdoou: surrou-os e os manteve de castigo por longa data.Mas seu maior mérito não foi pela insensatez, puxões de orelha ou confinamentos, que impôs aos que não a agradavam, mas por algum surpreendente ensinamento que recebeu seus desafetos. È fato que alguns morreram, mas também é que a maioria saiu tão sabida, que o mundo se admirou. E ainda que não tenha sido seu objetivo, não houve similar em época ou lugar algum. Das suas escolhas, que teve de tudo - ideólogos, religiosos, estúpidos - nas décadas seguintes estes se sobressaíram ocupando importantes vagas no Parlamento e no Executivo.Quase ninguém ouviu falar em Norma, e ninguém jamais a viu, nem poderia. Norma foi uma sigla, uma máscara, um disfarce de uma sociedade secreta, só uma senha de acesso dos seus criadores.